Tratamento para perda de libido: Exames para Avaliar a Perda de Libido
Publicado por Agenda.App.BR (ClínicaWork Serviços Digitais Ltda.) · Publicado em 26 de agosto de 2025
Exames para Avaliar a Perda de Libido
O diagnóstico da perda de libido envolve uma abordagem multifatorial, e os exames solicitados variam conforme o histórico clínico, sexo e fatores de risco do paciente. A investigação laboratorial e de imagem é essencial para identificar causas hormonais, metabólicas, psicológicas ou orgânicas.
Exames Hormonais
Dosagem de testosterona total e livre: Principal exame para homens, pois níveis baixos estão frequentemente associados à redução do desejo sexual. Em mulheres, a testosterona também desempenha papel relevante.
Estradiol e progesterona: Indicados principalmente para mulheres, especialmente em casos de desequilíbrios relacionados à menopausa, síndrome dos ovários policísticos ou uso de anticoncepcionais hormonais.
Prolactina: Níveis elevados podem inibir a libido em ambos os sexos.
TSH e T4 livre: Avaliam a função tireoidiana, já que hipotireoidismo e hipertireoidismo podem impactar negativamente o desejo sexual.
Exames Metabólicos e Gerais
Glicemia e hemoglobina glicada: Diabetes mal controlado está associado a disfunções sexuais e redução da libido.
Perfil lipídico: Alterações no colesterol e triglicerídeos podem afetar a saúde vascular, influenciando a resposta sexual.
Vitamina D e ferritina: Deficiências nutricionais, como falta de vitamina D ou ferro, podem contribuir para fadiga e redução do interesse sexual.
Avaliação Psicológica e de Marcadores de Estresse
Além dos exames laboratoriais, é comum encaminhar o paciente para avaliação psicológica ou psiquiátrica, especialmente quando há indícios de depressão, ansiedade, estresse crônico ou trauma.
Em alguns casos, questionários validados, como o ISS (Índice de Satisfação Sexual) ou FSFI (Índice de Função Sexual Feminina), auxiliam na quantificação do problema.
Exames de Imagem e Complementares
Ultrassom pélvico ou Doppler peniano: Podem ser solicitados para avaliar condições anatômicas ou vasculares, especialmente se houver suspeita de causas orgânicas.
Ressonância magnética de hipófise: Indicada quando há alterações significativas nos níveis de prolactina ou outros hormônios hipofisários.
É importante destacar que a escolha dos exames deve ser individualizada, considerando sintomas associados, idade, medicamentos em uso e histórico pessoal. Um diagnóstico preciso permite direcionar o tratamento de forma eficaz, seja com reposição hormonal, ajuste de estilo de vida ou terapia psicológica.