Tratamento para dislipidemia: Exames para diagnóstico e monitoramento da dislipidemia
Publicado por Agenda.App.BR (ClínicaWork Serviços Digitais Ltda.) · Publicado em 7 de abril de 2025
Exames para diagnóstico e monitoramento da dislipidemia
O acompanhamento da dislipidemia exige uma avaliação laboratorial precisa para identificar alterações nos níveis de lipídios e orientar o tratamento. Os exames mais comumente solicitados incluem:
Perfil lipídico completo
Este é o principal exame para avaliar o colesterol total, LDL (colesterol ruim), HDL (colesterol bom) e triglicerídeos. O jejum de 12 horas é recomendado para maior precisão, especialmente na medição de triglicerídeos.
Lipoproteína (a) – Lp(a)
Indicado em casos de histórico familiar de doença cardiovascular precoce ou quando há suspeita de risco aumentado, mesmo com níveis de LDL controlados. A Lp(a) é um marcador genético independente.
Apolipoproteínas A1 e B
A apolipoproteína B está associada ao LDL e outras partículas aterogênicas, enquanto a apolipoproteína A1 reflete o HDL. Esses marcadores podem ser úteis em pacientes com risco intermediário ou com discordância nos níveis lipídicos tradicionais.
Testes adicionais em casos específicos
Em situações de suspeita de causas secundárias de dislipidemia, podem ser solicitados:
- Glicemia de jejum e hemoglobina glicada (avaliação de diabetes).
- Função tireoidiana (TSH e T4 livre para hipotireoidismo).
- Testes de função hepática e renal (para descartar doenças associadas).
Monitoramento durante o tratamento
Após o início da terapia, recomenda-se repetir o perfil lipídico em 4 a 12 semanas para avaliar a resposta ao tratamento. Pacientes em uso de estatinas também podem necessitar de dosagem de enzimas hepáticas e CK (creatina quinase) em casos de suspeita de efeitos adversos.
A escolha dos exames deve ser individualizada, considerando fatores como histórico familiar, comorbidades e risco cardiovascular global do paciente.