Tratamento endoscópico do refluxo gastro-esofágico (Stretta): Indicações do Tratamento Endoscópico Stretta para Refluxo Gastro-Esofágico
Publicado por Agenda.App.BR (ClínicaWork Serviços Digitais Ltda.) · Publicado em 20 de outubro de 2025
Indicações do Tratamento Endoscópico Stretta para Refluxo Gastro-Esofágico
O procedimento Stretta é especialmente indicado para pacientes adultos que apresentam doença do refluxo gastro-esofágico (DRGE) refratária ao tratamento clínico convencional. Destina-se a indivíduos que não obtiveram controle adequado dos sintomas com o uso de medicamentos inibidores da bomba de prótons (IBPs) em dose plena, ou que desejam reduzir ou eliminar a dependência destes fármacos a longo prazo.
Perfil Ideal do Paciente
O candidato ideal para o tratamento endoscópico do refluxo com a técnica Stretta é aquele com refluxo gastro-esofágico confirmado por exames complementares, como pHmetria esofágica ou impedanciometria, e que apresenta hérnia de hiato pequena (inferior a 2 cm). Pacientes com esofagite erosiva leve a moderada também se beneficiam significativamente deste procedimento minimamente invasivo.
Pacientes com Sintomas Típicos e Atípicos
O Stretta mostra eficácia tanto para sintomas típicos de refluxo – como azia e regurgitação – quanto para manifestações atípicas, incluindo tosse crônica, rouquidão, asma de difícil controle e sensação de globus faríngeo. É particularmente valioso para pacientes que desenvolvem efeitos adversos com o uso prolongado de IBPs ou que apresentam preocupações quanto à segurança destes medicamentos.
Alternativa à Cirurgia Antirrefluxo
Este tratamento representa uma alternativa eficaz para pacientes que não são candidatos ideais à fundoplicatura laparoscópica ou que desejam evitar um procedimento cirúrgico mais invasivo. Também se mostra adequado para indivíduos com refluxo não erosivo que mantêm sintomas significativos apesar da terapia medicamentosa otimizada.
Contraindicações Relativas
Vale ressaltar que o procedimento não é recomendado para pacientes com hérnia de hiato grande (superior a 2 cm), estenose esofágica significativa, esôfago de Barrett com displasia, ou obesidade mórbida não controlada. Nestes casos, outras modalidades terapêuticas podem ser mais apropriadas para o controle do refluxo gastro-esofágico patológico.