Tratamento endoscópico do refluxo gastro-esofágico (Stretta): Perguntas Frequentes Sobre o Tratamento Endoscópico do Refluxo Gastro-Esofágico (Stretta)
Publicado por Agenda.App.BR (ClínicaWork Serviços Digitais Ltda.) · Publicado em 20 de outubro de 2025
Perguntas Frequentes Sobre o Tratamento Endoscópico do Refluxo Gastro-Esofágico (Stretta)
Profissionais de saúde frequentemente buscam esclarecimentos sobre indicações, eficácia e segurança do procedimento Stretta. Essas dúvidas são essenciais para orientar a conduta clínica e o aconselhamento adequado aos pacientes com doença do refluxo gastro-esofágico refratária.
Quais são os critérios de indicação para o tratamento Stretta?
O procedimento é indicado para pacientes com diagnóstico confirmado de DRGE que não obtiveram controle satisfatório com terapia medicamentosa máxima ou que apresentam efeitos colaterais significativos. Pacientes com hérnia de hiato maior que 2 cm podem necessitar de avaliação individualizada, sendo fundamental a discussão multidisciplinar entre gastroenterologistas e cirurgiões.
Como é realizada a avaliação pré-procedimento?
A avaliação inclui endoscopia digestiva alta, pHmetria de 24 horas e manometria esofágica. Estes exames são cruciais para confirmar o diagnóstico e excluir contraindicações absolutas como esôfago de Barrett displásico ou estenose esofágica significativa.
Qual o mecanismo de ação do Stretta?
O sistema Stretta utiliza energia de radiofrequência para promover remodelamento tecidual no esfíncter esofágico inferior. Estudos demonstram que o procedimento aumenta a espessura muscular e reduz a relaxamento transitório do EEI, mecanismos que contribuem para a melhora da barreira antirrefluxo.
Quais os resultados em termos de eficácia clínica?
Estudos de longo prazo mostram melhora significativa nos escores de qualidade de vida relacionada ao refluxo e redução no uso de inibidores da bomba de prótons em até 5 anos de seguimento. A taxa de satisfação dos pacientes varia entre 75-90% em diferentes séries.
Quais as complicações potenciais do procedimento?
O perfil de segurança é considerado favorável, com baixa incidência de eventos adversos graves. As complicações mais comuns incluem dor torácica transitória e desconforto abdominal, que geralmente resolvem-se em 48-72 horas com manejo conservador.
Como é o protocolo de acompanhamento pós-procedimento?
Recomenda-se avaliação clínica em 2 semanas, 3 meses e anualmente. A suspensão gradual da medicação antirrefluxo deve ser individualizada, baseada na resposta sintomática e nos exames complementares quando indicados.
Quais as vantagens em relação às outras modalidades terapêuticas?
O Stretta oferece benefícios significativos como procedimento minimamente invasivo, preservação da anatomia esofágica e possibilidade de repetição do procedimento se necessário. Comparado à fundoplicatura laparoscópica, apresenta menor risco de disfagia e síndrome do dumpig.
Existem contraindicações absolutas?
Sim, incluindo esôfago de Barrett com displasia, distúrbios graves de motilidade esofágica e cirurgia antirrefluxo prévia. Gestantes e pacientes com pacemakers não programáveis também não são candidatos ao procedimento.