Tratamento dos agravos resultantes da violência sexual: Medicamentos no Tratamento dos Agravos por Violência Sexual
Publicado por Agenda.App.BR (ClínicaWork Serviços Digitais Ltda.) · Publicado em 29 de abril de 2025
Medicamentos no Tratamento dos Agravos por Violência Sexual
O tratamento dos agravos resultantes da violência sexual envolve uma abordagem multidisciplinar, incluindo medicamentos essenciais para prevenir infecções, reduzir riscos e auxiliar na recuperação física e emocional. É fundamental que um profissional de saúde avalie cada caso individualmente, prescrevendo o protocolo mais adequado.
Profilaxia para Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs)
Após uma situação de violência sexual, é comum a prescrição de antibioticoterapia preventiva para evitar ISTs como clamídia, gonorreia e sífilis. Os medicamentos mais utilizados incluem:
- Azitromicina ou Doxiciclina – para clamídia e gonorreia.
- Benzilpenicilina Benzatina – em casos de risco para sífilis.
Profilaxia Pós-Exposição ao HIV (PEP)
Se houver risco de exposição ao HIV, a Profilaxia Pós-Exposição (PEP) deve ser iniciada o mais rápido possível, preferencialmente nas primeiras 72 horas. O esquema antirretroviral mais comum inclui:
- Tenofovir + Lamivudina (3TC) + Dolutegravir ou Raltegravir.
Prevenção da Hepatite B
Caso o agressor seja portador de hepatite B ou o status sorológico seja desconhecido, recomenda-se a vacina contra hepatite B e, em alguns casos, a administração de imunoglobulina hiperimune (HBIG).
Anticoncepção de Emergência
Para evitar uma gravidez indesejada, pode ser administrado um anticoncepcional de emergência, como:
- Levonorgestrel (pílula do dia seguinte).
- Acetato de Ulipristal – opção em casos específicos.
Suporte Emocional e Medicamentos Auxiliares
Além dos tratamentos físicos, o acompanhamento psicológico é essencial. Em alguns casos, podem ser prescritos:
- Ansiolíticos ou antidepressivos – para ajudar no manejo do estresse pós-traumático.
- Analgésicos – para alívio de dores decorrentes de lesões.
Importante: Nunca se automedique. O tratamento deve ser orientado por um profissional de saúde, que avaliará riscos, contraindicações e necessidades específicas. Busque atendimento em serviços especializados para garantir o cuidado adequado.