Tratamento dos agravos resultantes da violência sexual: Principais dúvidas sobre o tratamento dos agravos da violência sexual
Publicado por Agenda.App.BR (ClínicaWork Serviços Digitais Ltda.) · Publicado em 29 de abril de 2025
Principais dúvidas sobre o tratamento dos agravos da violência sexual
Profissionais de saúde que atuam no atendimento a vítimas de violência sexual frequentemente se deparam com questões cruciais sobre o tratamento. Abaixo, reunimos as perguntas mais comuns para esclarecer procedimentos e protocolos essenciais.
1. Quais são os primeiros passos no atendimento à vítima?
O acolhimento imediato é fundamental. Priorize a segurança, privacidade e escuta qualificada. A notificação compulsória deve ser feita, mas com consentimento da vítima, exceto em casos de menores ou incapazes.
2. Qual é o protocolo de profilaxia para ISTs?
O tratamento inclui profilaxia pós-exposição (PEP) para HIV, vacinação contra hepatite B (se não imunizada) e antibioticoterapia para sífilis, gonorreia e clamídia. O esquema deve ser iniciado preferencialmente nas primeiras 72 horas.
3. Como proceder em casos de risco de gravidez?
A contracepção de emergência deve ser oferecida até 120 horas após a agressão, com orientação sobre efeitos e acompanhamento. Em gestações confirmadas, encaminhar para avaliação especializada.
4. Quais exames devem ser solicitados?
Além de sorologias para HIV, sífilis e hepatites, é recomendado coleta de material para perícia (se dentro do prazo legal). Exames ginecológicos ou urológicos são essenciais para avaliar lesões.
5. Como lidar com o aspecto psicológico?
O suporte emocional deve ser iniciado no primeiro contato, com encaminhamento para psicólogo ou serviço especializado. Evite revitimização durante entrevistas e exames.
6. Há diferença no tratamento para crianças e adolescentes?
Sim. Além da notificação obrigatória, menores demandam abordagem multidisciplinar com assistência social e proteção jurídica. A dosagem de medicamentos deve ser ajustada por peso/idade.
7. Quais são os erros mais comuns a serem evitados?
Não subestimar a urgência do tratamento, negligenciar a documentação do caso ou deixar de orientar sobre retornos e sinais de alerta. A comunicação não empática também agrava o trauma.
Essas respostas ajudam a direcionar o cuidado integral, mas cada caso exige avaliação individualizada. Consulte sempre os protocolos atualizados do Ministério da Saúde e instituições de referência.