Tratamento de poliarterite nodosa: Exames para diagnóstico e monitoramento da poliarterite nodosa
Publicado por Agenda.App.BR (ClínicaWork Serviços Digitais Ltda.) · Publicado em 28 de agosto de 2025
Exames para diagnóstico e monitoramento da poliarterite nodosa
O diagnóstico da poliarterite nodosa exige uma abordagem multidisciplinar, com exames laboratoriais, de imagem e histopatológicos. A escolha dos testes depende da apresentação clínica, da suspeita de envolvimento de órgãos e da necessidade de excluir outras vasculites.
Exames laboratoriais iniciais
Os exames de sangue são fundamentais para avaliar marcadores inflamatórios e função orgânica. Incluem hemograma completo, velocidade de hemossedimentação (VHS), proteína C reativa (PCR), função renal (ureia e creatinina) e enzimas hepáticas. A detecção de anticorpo contra hepatite B (HBsAg) é crucial, já que a infecção está associada a alguns casos.
Estudos de imagem
Exames de imagem ajudam a identificar aneurismas e estenoses em artérias de médio calibre. A angiografia por ressonância magnética ou angiografia por tomografia computadorizada são preferidas por não serem invasivas. A angiografia convencional ainda é considerada padrão-ouro para visualizar alterações vasculares típicas.
Biópsia tecidual
A confirmação histopatológica é obtida por biópsia de tecido afetado, como pele, nervo ou músculo. O exame revela inflamação necrosante de artérias de médio calibre, auxiliando no diagnóstico diferencial com outras vasculites.
Avaliação de envolvimento orgânico
Dependendo dos sintomas, podem ser solicitados eletroneuromiografia para neuropatia, ecocardiograma para avaliação cardíaca e uroanálise para detectar hematúria ou proteinúria.