Tratamento de poliangeíte microscópica: Exames para Diagnóstico e Monitoramento da Poliangeíte Microscópica
Publicado por Agenda.App.BR (ClínicaWork Serviços Digitais Ltda.) · Publicado em 28 de agosto de 2025
Exames para Diagnóstico e Monitoramento da Poliangeíte Microscópica
O diagnóstico da poliangeíte microscópica exige uma abordagem multidisciplinar, com exames laboratoriais, de imagem e histopatológicos. Esses testes são essenciais para confirmar a doença, avaliar a extensão do envolvimento orgânico e monitorar a resposta ao tratamento.
Exames Laboratoriais Iniciais
Hemograma completo: Pode revelar anemia, leucocitose ou trombocitose, indicativos de inflamação sistêmica.
Velocidade de hemossedimentação (VHS) e proteína C reativa (PCR): Marcadores inespecíficos de atividade inflamatória, frequentemente elevados.
Creatinina e ureia: Avaliam a função renal, já que a nefrite é uma manifestação comum.
Urina tipo I e pesquisa de hematúria: Detectam alterações renais, como proteinúria ou hematúria microscópica.
ANCA (anticorpo anticitoplasma de neutrófilos): O padrão perinuclear (p-ANCA) com especificidade para mieloperoxidase (MPO) é altamente sugestivo, presente em até 80% dos casos.
Exames de Imagem
Radiografia de tórax ou tomografia computadorizada: Identificam infiltrados pulmonares, hemorragias ou nódulos.
Ultrassonografia renal: Avalia tamanho, ecogenicidade e possíveis alterações parenquimatosas.
Ressonância magnética ou angiografia: Podem ser utilizadas para investigar vasculite em órgãos específicos, como sistema nervoso central ou trato gastrointestinal.
Biópsia Tecidual
Biópsia renal: Considerada padrão-ouro quando há envolvimento renal, evidenciando glomerulonefrite necrosante segmentar e focal, sem depósitos imunes.
Biópsia de pele ou pulmão: Realizadas se houver lesões cutâneas ou pulmonares ativas, mostrando vasculite de pequenos vasos.
Exames Complementares
Pesquisa de autoanticorpos complementares: Como anti-MPO, para confirmação sorológica.
Função hepática e testes imunológicos: Afastam diagnósticos diferenciais, como hepatite autoimune ou lúpus.
Eletroforese de proteínas e complemento sérico: Auxiliam na exclusão de outras vasculites ou doenças reumatológicas.