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Tratamento de lúpus eritematoso sistêmico: Exames Laboratoriais e de Imagem no Lúpus Eritematoso Sistêmico

Publicado por Agenda.App.BR (ClínicaWork Serviços Digitais Ltda.) · Publicado em 28 de agosto de 2025

Exames Laboratoriais e de Imagem no Lúpus Eritematoso Sistêmico

O diagnóstico e monitoramento do lúpus eritematoso sistêmico envolvem uma combinação de exames laboratoriais, testes imunológicos e métodos de imagem, adaptados à apresentação clínica de cada paciente.

Exames Laboratoriais Iniciais

Hemograma completo é essencial para detectar anemia, leucopenia ou trombocitopenia, comum em pacientes com atividade da doença. Velocidade de hemossedimentação (VHS) e proteína C reativa (PCR) avaliam inflamação sistêmica, embora a VHS tenda a ser mais elevada no lúpus.

Testes Imunológicos Específicos

FAN (Fator Antinuclear) é altamente sensível, presente em mais de 95% dos casos. Anti-DNA de dupla fita (anti-dsDNA) e anti-Sm são altamente específicos para lúpus e correlacionam-se com atividade da doença, especialmente nefrite. Anticorpos antifosfolípides (como anticoagulante lúpico e anticardiolipina) são cruciais para avaliar risco trombótico.

Avaliação de Função Renal e Hepática

Urina tipo 1 e proteinúria de 24 horas identificam envolvimento renal. Dosagem de creatinina e ureia monitoram função renal, enquanto enzimas hepáticas (TGO, TGP) avaliam possível hepatite autoimune associada.

Exames Complementares e de Imagem

Complemento sérico (C3 e C4) está frequentemente reduzido durante atividade da doença. Radiografia de tórax ou tomografia avaliam pleurite ou pneumonite. Ecocardiograma pode ser indicado para detecção de pericardite ou endocardite de Libman-Sacks.

Monitoramento e Personalização

A seleção de exames deve ser individualizada, considerando sintomas e órgãos afetados. Testes regulares são fundamentais para ajustar terapêutica e prevenir complicações.