Tratamento de hepatite B e C: Exames fundamentais para diagnóstico e monitoramento de hepatites B e C
Publicado por Agenda.App.BR (ClínicaWork Serviços Digitais Ltda.) · Publicado em 8 de setembro de 2025
Exames fundamentais para diagnóstico e monitoramento de hepatites B e C
O diagnóstico e acompanhamento das hepatites virais B e C exigem uma abordagem laboratorial completa para avaliar a carga viral, a função hepática e possíveis complicações. Os exames são essenciais para definir a conduta terapêutica e monitorar a resposta ao tratamento.
Marcadores sorológicos e carga viral
Para hepatite B: são solicitados HBsAg (antígeno de superfície), anti-HBc (anticorpo contra o core viral), anti-HBs (anticorpo de superfície) e HBV-DNA (carga viral). A quantificação do DNA viral é crucial para indicar tratamento e avaliar sua eficácia.
Para hepatite C: o anti-HCV (triagem sorológica) e HCV-RNA (carga viral) são imprescindíveis. A genotipagem do vírus também é realizada, pois influencia na escolha do esquema terapêutico.
Avaliação da função hepática e fibrose
Os testes de função hepática incluem TGO (AST), TGP (ALT), fosfatase alcalina, bilirrubinas e albumina. A elastografia hepática (FibroScan®) ou exames de sangue como APRI e FIB-4 avaliam o grau de fibrose, determinando a urgência do tratamento e o risco de progressão para cirrose.
Exames complementares
Hemograma completo verifica alterações como trombocitopenia, comum em doença hepática avançada. Ultrassonografia abdominal identifica esteatose, cirrose ou nódulos suspeitos. Em casos selecionados, biópsia hepática pode ser indicada para confirmação histológica.
Monitoramento durante e após o tratamento
O acompanhamento inclui repetição da carga viral para confirmar resposta virológica sustentada, além de exames de rotina para detectar possíveis efeitos adversos da terapia. Pacientes com cirrose requerem rastreamento regular de carcinoma hepatocelular com alfafetoproteína e imagem.