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Tratamento de esteatose hepática (gordura no fígado): Exames para diagnóstico e monitoramento da esteatose hepática

Publicado por Agenda.App.BR (ClínicaWork Serviços Digitais Ltda.) · Publicado em 7 de abril de 2025

Exames para diagnóstico e monitoramento da esteatose hepática

O diagnóstico e acompanhamento da esteatose hepática envolvem uma combinação de exames laboratoriais, de imagem e, em alguns casos, histológicos. A escolha dos testes depende do estágio da doença, da suspeita de inflamação (esteato-hepatite) e da necessidade de descartar outras condições hepáticas.

Exames laboratoriais

Os exames de sangue são fundamentais para avaliar a função hepática e identificar possíveis causas secundárias de acúmulo de gordura no fígado. Os mais solicitados incluem:

  • AST (TGO) e ALT (TGP): Enzimas hepáticas que podem estar elevadas em casos de inflamação.
  • Fosfatase alcalina e GGT: Auxiliam na avaliação de colestase ou lesão dos ductos biliares.
  • Bilirrubinas: Avaliam a capacidade do fígado de metabolizar e excretar substâncias.
  • Glicemia e hemoglobina glicada (HbA1c): Identificam resistência à insulina ou diabetes, fatores associados à esteatose.
  • Perfil lipídico: Colesterol total, LDL, HDL e triglicerídeos ajudam a avaliar dislipidemia.
  • PCR ultrassensível e outros marcadores inflamatórios: Podem indicar inflamação sistêmica.

Exames de imagem

As técnicas de imagem são essenciais para confirmar a presença de gordura no fígado e avaliar sua extensão. Os mais utilizados são:

  • Ultrassom abdominal: Método inicial, acessível e não invasivo, que detecta esteatose moderada a grave.
  • Elastografia transitória (FibroScan®): Mede a rigidez hepática, ajudando a identificar fibrose.
  • Ressonância magnética (RM) com espectroscopia ou elastografia: Mais preciso para quantificar gordura e avaliar fibrose.
  • Tomografia computadorizada: Menos utilizada, mas pode detectar esteatose em casos específicos.

Biópsia hepática

Embora não seja rotineira, a biópsia hepática é o padrão-ouro para confirmar esteato-hepatite (NASH) e graduar a fibrose. É indicada em casos de:

  • Suspeita de doença avançada.
  • Exclusão de outras hepatopatias.
  • Pacientes com alto risco de progressão para cirrose.

Outros exames complementares

Em situações específicas, podem ser solicitados:

  • Testes genéticos: Como o PNPLA3, em casos de predisposição familiar.
  • Marcadores de fibrose: Como o FIB-4 ou APRI, para estimar risco de cirrose.
  • Avaliação cardiovascular: Devido à associação entre esteatose e risco cardíaco.

O acompanhamento regular com exames periódicos é crucial para monitorar a progressão da doença e ajustar o tratamento da esteatose hepática conforme necessário.