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Tratamento de endometriose por videolaparoscopia: Para quais pacientes o tratamento de endometriose por videolaparoscopia é indicado?

Publicado por Agenda.App.BR (ClínicaWork Serviços Digitais Ltda.) · Publicado em 25 de novembro de 2025

Para quais pacientes o tratamento de endometriose por videolaparoscopia é indicado?

A videolaparoscopia para endometriose é uma opção terapêutica altamente especializada destinada a um perfil específico de pacientes. Este procedimento minimamente invasivo é particularmente indicado para mulheres que apresentam sintomas moderados a graves de endometriose que não responderam adequadamente ao tratamento clínico inicial.

Pacientes com sintomas persistentes

Mulheres que continuam a experienciar dor pélvica crônica, dismenorreia intensa (cólicas menstruais severas) e dispareunia (dor durante relações sexuais) apesar do uso de medicamentos analgésicos, anti-inflamatórios ou terapia hormonal.

Casos de infertilidade relacionada à endometriose

Pacientes em investigação de infertilidade onde a endometriose é identificada como fator causal ou contributivo, especialmente quando há comprometimento das tubas uterinas ou presença de endometriomas ovarianos.

Endometriose profunda

Indivíduos com diagnóstico de endometriose profunda infiltrativa, onde os implantes endometriais penetram mais de 5mm no peritônio, podendo afetar estruturas como reto, bexiga, ureteres e ligamentos uterossacros.

Endometriomas ovarianos

Pacientes com cistos endometrióticos ovarianos (endometriomas) com dimensões superiores a 3-4cm, que podem comprometer a reserva ovariana e a função reprodutiva.

Comprometimento de órgãos adjacentes

Mulheres com endometriose que infiltra órgãos pélvicos como intestino, bexiga ou ureter, causando sintomas como sangramento intestinal durante menstruação, dor à evacuação ou sintomas urinários cíclicos.

Falha do tratamento conservador

Casos onde a terapia medicamentosa não proporcionou alívio sintomático adequado ou quando há contraindicações ou efeitos colaterais intoleráveis aos tratamentos hormonais disponíveis.

É fundamental que a indicação seja sempre individualizada, considerando idade da paciente, desejo reprodutivo, gravidade dos sintomas e extensão da doença, através de avaliação multidisciplinar especializada.