Tratamento de doenças do figado: Exames para diagnóstico e monitoramento de doenças hepáticas
Publicado por Agenda.App.BR (ClínicaWork Serviços Digitais Ltda.) · Publicado em 9 de maio de 2025
Exames para diagnóstico e monitoramento de doenças hepáticas
O diagnóstico preciso de doenças do fígado requer uma combinação de exames laboratoriais, de imagem e, em alguns casos, biópsia. A escolha dos testes depende dos sintomas apresentados, histórico do paciente e suspeita clínica.
Exames laboratoriais
Os testes de função hepática (TFH) são essenciais para avaliar a saúde do fígado. Eles incluem:
- AST (aspartato aminotransferase) e ALT (alanina aminotransferase) – Enzimas que indicam dano às células hepáticas.
- Fosfatase alcalina (FA) e GGT (gama-glutamiltransferase) – Ajudam a identificar obstruções biliares.
- Bilirrubina total e frações – Avaliam a função de processamento do fígado e possíveis icterícias.
- Albumina e tempo de protrombina (TP/INR) – Indicam a capacidade de síntese proteica e coagulação.
Exames de imagem
Para avaliar a estrutura do fígado e detectar alterações, os mais solicitados são:
- Ultrassonografia abdominal – Identifica esteatose, cirrose, tumores e dilatação de vias biliares.
- Tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM) – Detalham lesões focais, como nódulos e câncer.
- Elastografia (FibroScan®) – Mede a rigidez do fígado, auxiliando no diagnóstico de fibrose e cirrose.
Exames específicos para causas subjacentes
Dependendo da suspeita, podem ser solicitados:
- Sorologias para hepatites virais (A, B, C, D, E) – Detectam infecções ativas ou prévias.
- Autoanticorpos (ANA, SMA, anti-LKM1) – Investigam hepatite autoimune.
- Ferritina e saturação de transferrina – Avaliam sobrecarga de ferro (hemocromatose).
- Alfa-fetoproteína (AFP) – Marcador tumoral para hepatocarcinoma.
Biópsia hepática
Em casos de dúvida diagnóstica ou para estadiamento de fibrose, a biópsia hepática pode ser necessária, permitindo análise histológica do tecido.
O acompanhamento regular com exames de rotina é crucial para pacientes com doenças hepáticas crônicas, permitindo intervenções precoces e melhor prognóstico.