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Tratamento de dengue: Exames para diagnóstico e monitoramento da dengue

Publicado por Agenda.App.BR (ClínicaWork Serviços Digitais Ltda.) · Publicado em 2 de maio de 2025

Exames para diagnóstico e monitoramento da dengue

O diagnóstico da dengue requer uma abordagem clínica e laboratorial precisa para confirmar a infecção e avaliar sua gravidade. Os exames mais solicitados incluem:

1. Teste sorológico (IgM e IgG)

O teste sorológico detecta anticorpos contra o vírus da dengue. O IgM surge entre 3 a 5 dias após os sintomas, indicando infecção recente, enquanto o IgG aparece mais tarde, sugerindo exposição prévia ou reinfecção.

2. NS1 (Antígeno não estrutural 1)

O NS1 é um exame rápido que identifica proteínas virais no sangue, útil nos primeiros dias da doença (até o 5º dia). Sua sensibilidade é maior na fase aguda, auxiliando no diagnóstico precoce.

3. PCR (Reação em Cadeia da Polimerase)

O PCR para dengue detecta o material genético do vírus, sendo altamente específico nos primeiros 5 dias de sintomas. Ideal para confirmação rápida em surtos ou casos graves.

4. Hemograma completo

O hemograma monitora plaquetas, hematócrito e leucócitos. Trombocitopenia (plaquetas baixas) e hemoconcentração (aumento do hematócrito) são sinais de alerta para formas graves, como a dengue hemorrágica.

5. Provas de função hepática e coagulação

Em casos suspeitos de complicações, exames como TGO, TGP, albumina e TP/TTPA avaliam danos hepáticos e risco de sangramento, comuns na dengue grave.

6. Exames complementares em situações específicas

Em pacientes com sinais de alarme (dor abdominal intensa, vômitos persistentes), podem ser solicitados ultrassom abdominal, radiografia de tórax ou gasometria para avaliar extravasamento de plasma ou comprometimento sistêmico.

O manejo adequado depende da correlação entre sintomas, histórico epidemiológico e resultados laboratoriais. Profissionais de saúde devem priorizar a vigilância de sinais de agravamento, especialmente em áreas endêmicas.