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Tratamento de andropausa: Exames para diagnóstico e acompanhamento da andropausa

Publicado por Agenda.App.BR (ClínicaWork Serviços Digitais Ltda.) · Publicado em 28 de março de 2025

Exames para diagnóstico e acompanhamento da andropausa

O diagnóstico da andropausa exige uma avaliação clínica detalhada e exames laboratoriais específicos para confirmar a queda nos níveis hormonais e descartar outras condições. Os testes mais solicitados incluem:

1. Dosagem de testosterona total e livre

O exame mede os níveis de testosterona no sangue, tanto a fração ligada a proteínas (total) quanto a biologicamente ativa (livre). Valores abaixo de 300 ng/dL (em múltiplas análises) podem indicar hipogonadismo.

2. Hormônio luteinizante (LH) e folículo-estimulante (FSH)

Esses hormônios da hipófise ajudam a identificar se a causa da deficiência androgênica é primária (testicular) ou secundária (hipotalâmica/hipofisária). Níveis elevados de LH/FSH sugerem falência testicular.

3. Estradiol e SHBG

A proteína SHBG (globulina ligadora de hormônios sexuais) influencia a disponibilidade de testosterona livre. Já o estradiol, em excesso, pode agravar sintomas como ginecomastia e fadiga.

4. Hemograma e perfil metabólico

Avaliam condições associadas, como anemia, diabetes ou dislipidemia, que podem mimetizar ou piorar os sintomas da andropausa. Inclui glicemia, colesterol e função hepática.

5. PSA (Antígeno Prostático Específico)

Fundamental antes de iniciar a terapia de reposição hormonal, pois a testosterona pode estimular o crescimento de tumores prostáticos ocultos. O rastreio é obrigatório em homens acima de 40 anos.

6. Prolactina

Níveis elevados podem indicar prolactinoma (tumor hipofisário) como causa secundária do hipogonadismo, especialmente se houver sintomas como galactorreia ou disfunção erétil.

7. Exames de imagem (opcionais)

Em casos selecionados, ressonância magnética de hipófise ou ultrassom testicular são solicitados para investigar lesões estruturais.

Lembrando que a interpretação dos resultados deve considerar sintomas clínicos, já que níveis hormonais variam naturalmente ao longo do dia e com a idade. A coleta de sangue deve ser feita pela manhã, quando a testosterona atinge seu pico.