Tratamento das vulvovaginites: Exames para Diagnóstico de Vulvovaginites
Publicado por Agenda.App.BR (ClínicaWork Serviços Digitais Ltda.) · Publicado em 25 de abril de 2025
Exames para Diagnóstico de Vulvovaginites
O diagnóstico preciso das vulvovaginites é essencial para um tratamento eficaz. Os profissionais de saúde geralmente solicitam uma combinação de exames clínicos e laboratoriais para identificar a causa da infecção.
1. Exame Clínico e Anamnese
A avaliação inicial inclui histórico médico e exame físico, com atenção aos sintomas como corrimento, prurido, dor e odor. O médico pode observar características como cor, consistência e pH do corrimento vaginal.
2. Teste de pH Vaginal
O pH vaginal ajuda a diferenciar entre infecções bacterianas, fúngicas e parasitárias. Valores acima de 4,5 sugerem vaginose bacteriana ou tricomoníase, enquanto pH normal (3,8–4,5) pode indicar candidíase.
3. Microscopia (Teste a Fresco)
A análise do corrimento em microscópio identifica fungos (como Candida), clue cells (vaginose bacteriana) ou trichomonas. É um exame rápido e útil no consultório.
4. Cultura Vaginal
Recomendado quando há suspeita de infecções recorrentes ou resistentes. A cultura identifica microorganismos específicos, como Candida albicans ou bactérias menos comuns.
5. PCR e Testes Moleculares
Métodos como PCR detectam DNA de patógenos como Trichomonas vaginalis, Gardnerella vaginalis ou Mycoplasma, com alta sensibilidade, especialmente em casos complexos.
6. Teste de Aminas (Whiff Test)
Adicionar KOH ao corrimento pode liberar odor de peixe, indicativo de vaginose bacteriana. Esse exame complementa a avaliação microscópica.
7. Exames para ISTs
Se houver suspeita de infecções sexualmente transmissíveis, podem ser solicitados testes para clamídia, gonorreia ou herpes, através de swabs ou exames de sangue.
O protocolo de exames varia conforme os sintomas e histórico da paciente. Um diagnóstico correto evita tratamentos inadequados e reduz recorrências.