Tratamento da vulvodínea: Exames para diagnóstico da vulvodínia
Publicado por Agenda.App.BR (ClínicaWork Serviços Digitais Ltda.) · Publicado em 10 de abril de 2025
Exames para diagnóstico da vulvodínia
O diagnóstico da vulvodínia é clínico, mas alguns exames podem ser solicitados para descartar outras condições e confirmar a hipersensibilidade local. A abordagem multidisciplinar é essencial para identificar causas secundárias ou comorbidades.
1. Exames laboratoriais
Testes para infecções: Culturas vaginais (como candidíase, vaginose bacteriana) e PCR para ISTs (herpes, HPV) ajudam a excluir infecções que podem causar dor vulvar. O pH vaginal também é avaliado para detectar desequilíbrios.
2. Teste do cotonete
Realizado no consultório, esse exame simples identifica áreas de hiperalgesia ou alodínia (dor ao toque leve). A paciente classifica a intensidade da dor em diferentes pontos da vulva, auxiliando no mapeamento da sensibilidade.
3. Biópsia vulvar
Indicada quando há suspeita de dermatoses (como líquen escleroso) ou alterações teciduais. A análise histopatológica descarta doenças inflamatórias ou neoplásicas.
4. Avaliação hormonal
Dosagens de estrogênio, testosterona e SHBG podem ser úteis em casos de hipoestrogenismo (como na pós-menopausa) ou distúrbios endócrinos associados à dor vulvar crônica.
5. Eletromiografia (EMG) do assoalho pélvico
Quando há suspeita de hipertonia muscular, esse exame avalia a atividade dos músculos do assoalho pélvico, comum em pacientes com vulvodínia e síndrome da dor miofascial.
6. Ultrassom pélvico
Pode ser solicitado para investigar endometriose, cistos ou outras alterações anatômicas que contribuam para a dor referida na região vulvar.
Lembre-se: o diagnóstico diferencial é crucial, pois condições como vestibulite vulvar, neuralgias ou dermatites podem apresentar sintomas semelhantes. A escolha dos exames deve ser individualizada, baseada no histórico e no exame físico da paciente.