Tratamento da sífilis: Exames para diagnóstico e acompanhamento da sífilis
Publicado por Agenda.App.BR (ClínicaWork Serviços Digitais Ltda.) · Publicado em 26 de março de 2025
Exames para diagnóstico e acompanhamento da sífilis
O diagnóstico e o tratamento da sífilis dependem de uma combinação de exames laboratoriais. Os testes são essenciais para confirmar a infecção, determinar o estágio da doença e monitorar a resposta terapêutica.
Testes não treponêmicos (screening inicial)
Esses exames detectam anticorpos não específicos produzidos em resposta à infecção pelo Treponema pallidum. São úteis para triagem e acompanhamento do tratamento:
- VDRL (Venereal Disease Research Laboratory) – Amplamente utilizado, com boa sensibilidade em fases ativas da doença.
- RPR (Rapid Plasma Reagin) – Similar ao VDRL, mas pode ser realizado em amostras de sangue total ou soro.
Testes treponêmicos (confirmação)
Identificam anticorpos específicos contra o Treponema pallidum, confirmando o diagnóstico após um teste não treponêmico positivo:
- FTA-ABS (Fluorescent Treponemal Antibody Absorption) – Alta sensibilidade e especificidade.
- TPHA (Treponema pallidum Hemagglutination Assay) – Bastante utilizado em laboratórios.
- ELISA ou quimioluminescência – Métodos automatizados, cada vez mais comuns.
Exames adicionais em casos específicos
Dependendo do quadro clínico, outros testes podem ser necessários:
- PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) – Identifica o DNA da bactéria em lesões primárias ou líquor.
- Punção lombar (análise do LCR) – Indicada em suspeita de neurossífilis ou sífilis congênita.
- Testes sorológicos em gestantes – Triagem obrigatória no pré-natal para prevenir a transmissão vertical.
Monitoramento pós-tratamento
Após o tratamento da sífilis, os testes não treponêmicos (VDRL/RPR) são repetidos para avaliar a queda dos títulos de anticorpos, confirmando a eficácia da terapia.