Tratamento da febre reumática: Exames para diagnóstico e acompanhamento da febre reumática
Publicado por Agenda.App.BR (ClínicaWork Serviços Digitais Ltda.) · Publicado em 8 de julho de 2025
Exames para diagnóstico e acompanhamento da febre reumática
O diagnóstico da febre reumática é clínico e laboratorial, baseado nos critérios de Jones. Porém, exames complementares são essenciais para confirmar a infecção estreptocócica prévia, avaliar a atividade inflamatória e identificar complicações.
1. Exames para confirmar infecção por Streptococcus pyogenes
Teste rápido para detecção de antígeno estreptocócico (swab de orofaringe) e cultura de secreção faríngea são úteis na fase aguda. Como a febre reumática é uma resposta tardia, esses exames podem ser negativos no momento do diagnóstico.
Os títulos de anticorpos antestreptocócicos são mais confiáveis, incluindo:
- ASLO (Antiestreptolisina O) – Eleva-se em 80% dos casos
- Anti-DNAse B – Aumenta a sensibilidade quando combinado com ASLO
2. Marcadores de inflamação
Indicam atividade da doença e incluem:
- Proteína C reativa (PCR) – Elevada na fase aguda
- Velocidade de hemossedimentação (VHS) – Aumentada, porém inespecífica
3. Avaliação cardíaca
O comprometimento cardíaco é uma das principais preocupações. Os exames incluem:
- Ecocardiograma Doppler – Identifica valvulopatias, mesmo sem sopro aparente
- Eletrocardiograma (ECG) – Detecta bloqueios AV e arritmias
- Raio-X de tórax – Avalia cardiomegalia e congestão pulmonar
4. Outros exames auxiliares
Em casos específicos, podem ser solicitados:
- Hemograma completo – Anemia de doença crônica ou leucocitose
- Função renal e hepática – Para monitorar efeitos colaterais de medicamentos
- Teste de gravidez – Antes de iniciar penicilina benzatina em mulheres em idade fértil
O acompanhamento regular com exames laboratoriais e de imagem é crucial para avaliar a resposta ao tratamento e prevenir recorrências.