Tratamento da epistaxe (sangramento nasal): Exames para diagnóstico da epistaxe
Publicado por Agenda.App.BR (ClínicaWork Serviços Digitais Ltda.) · Publicado em 27 de março de 2025
Exames para diagnóstico da epistaxe
O tratamento da epistaxe começa com uma avaliação clínica detalhada, mas, em alguns casos, exames complementares são necessários para identificar a causa do sangramento nasal e orientar a conduta médica.
1. Hemograma completo
O hemograma é essencial para avaliar plaquetas, hemoglobina e hematócrito, identificando possíveis anemias, distúrbios de coagulação ou infecções que possam estar associadas à epistaxe.
2. Tempo de coagulação (TAP e TTPA)
Pacientes com histórico de sangramentos recorrentes ou uso de anticoagulantes podem necessitar de testes de coagulação, como Tempo de Protrombina (TAP) e Tempo de Tromboplastina Parcial Ativada (TTPA), para verificar alterações na cascata de coagulação.
3. Endoscopia nasal (rinoscopia)
Em casos de sangramento persistente ou origem indeterminada, a endoscopia nasal permite visualizar a cavidade nasal e identificar pontos de sangramento, como vasos dilatados ou lesões.
4. Tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM)
Se houver suspeita de tumores, traumas ou malformações vasculares, exames de imagem como TC ou RM podem ser solicitados para avaliação estrutural.
5. Dosagem de fatores de coagulação
Em pacientes com histórico familiar ou suspeita de doenças hemorrágicas (como hemofilia), a dosagem de fatores específicos (FVIII, FIX, von Willebrand) pode ser necessária.
6. Testes de função hepática e renal
Como o fígado e os rins estão envolvidos na produção de fatores de coagulação, alterações em testes hepáticos (TGO, TGP) ou função renal (ureia, creatinina) podem contribuir para epistaxes recorrentes.
O médico deve individualizar a solicitação de exames com base no histórico do paciente, gravidade do sangramento e suspeitas clínicas, garantindo um tratamento da epistaxe eficaz e direcionado.