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Tratamento da epistaxe (sangramento nasal): Principais dúvidas sobre o tratamento da epistaxe

Publicado por Agenda.App.BR (ClínicaWork Serviços Digitais Ltda.) · Publicado em 27 de março de 2025

Principais dúvidas sobre o tratamento da epistaxe

1. Como identificar a origem do sangramento nasal?

A maioria dos casos de epistaxe anterior (90%) ocorre na região de Kiesselbach, uma área vascularizada na parte frontal do nariz. Já a epistaxe posterior, menos comum, geralmente tem origem em vasos maiores na parte posterior da cavidade nasal e pode exigir intervenção mais complexa.

2. Qual é o primeiro passo no atendimento de emergência?

O paciente deve inclinar a cabeça levemente para frente (evitando deglutição de sangue) e comprimir as asas nasais por 10 a 15 minutos. Compressas frias na região da nuca podem auxiliar na vasoconstrição.

3. Quando a cauterização química é indicada?

Recomendada para sangramentos recorrentes ou persistentes, a cauterização com nitrato de prata ou ácido tricloroacético deve ser realizada sob visão direta, evitando áreas bilaterais para prevenir perfuração do septo.

4. Quais são os critérios para tamponamento nasal?

O uso de gaze impregnada ou tampões expansíveis é indicado quando medidas conservadoras falham. Tamponamentos posteriores (ex.: balão de Foley) são reservados para epistaxes graves com risco hemodinâmico.

5. Há riscos no uso de vasoconstritores tópicos?

Sprays como oximetazolina ou fenilefrina ajudam no controle agudo, mas seu uso prolongado pode causar rinite medicamentosa ou efeitos sistêmicos em pacientes hipertensos.

6. Quando considerar intervenção cirúrgica?

Procedimentos como ligação endoscópica da artéria esfenopalatina ou embolização angiográfica são opções para sangramentos refratários, especialmente em pacientes com coagulopatias ou trauma facial grave.

7. Quais exames complementares podem ser necessários?

Em casos recorrentes, investigar distúrbios de coagulação (TP/TTPA, plaquetas), hipertensão arterial ou malformações vasculares por meio de angio-TC ou nasofibroscopia.

8. Como prevenir novos episódios?

Oriente o paciente a evitar manipulação nasal, usar umidificadores ambientais e aplicar pomadas lubrificantes (vaselina) em casos de mucosa ressecada. Pacientes anticoagulados podem necessitar ajuste de dose.