Tratamento da epistaxe (sangramento nasal): Tratamento da Epistaxe: Abordagem Prática para Profissionais de Saúde
Publicado por Agenda.App.BR (ClínicaWork Serviços Digitais Ltda.) · Publicado em 27 de março de 2025
Tratamento da Epistaxe: Abordagem Prática para Profissionais de Saúde
Identificação da Origem do Sangramento
O primeiro passo no tratamento da epistaxe é determinar se o sangramento é anterior ou posterior. A maioria dos casos (90%) tem origem na área de Kiesselbach, uma região vascularizada no septo nasal anterior. Já a epistaxe posterior, menos comum, geralmente está associada a sangramentos mais intensos e requer intervenção especializada.
Manobras Iniciais para Controle do Sangramento
Para casos leves de sangramento nasal, recomenda-se compressão digital direta das asas nasais por 10-15 minutos, com o paciente inclinado para frente. A aplicação de gelo na região pode auxiliar na vasoconstrição. Se o sangramento persistir, a cauterização química com nitrato de prata é uma opção eficaz para epistaxe anterior.
Uso de Tamponamento Nasal
Quando a compressão e a cauterização não são suficientes, o tamponamento nasal pode ser necessário. Para sangramentos anteriores, espumas ou gazes impregnadas com vasoconstritores são indicadas. Já a epistaxe posterior pode exigir sondas de balão ou tampões específicos, como o Merocel® ou Rapid Rhino®.
Medicações Auxiliares no Tratamento
Em alguns casos, o uso de medicações tópicas, como ácido tranexâmico ou vasoconstritores (oximetazolina), pode ser benéfico. Para pacientes com distúrbios de coagulação ou sangramentos recorrentes, a suplementação oral de vitamina K ou a correção de plaquetopenia podem ser necessárias.
Encaminhamento para Especialista
Se o sangramento nasal não cessar após as medidas iniciais, ou se houver suspeita de causas secundárias (como hipertensão arterial não controlada ou tumores), o encaminhamento a um otorrinolaringologista é essencial. Procedimentos como embolização endovascular ou ligadura arterial podem ser necessários em casos refratários.
Orientações Pós-Tratamento
Após o controle da epistaxe, oriente o paciente a evitar assoar o nariz vigorosamente, manter a hidratação nasal com soro fisiológico e umidificar o ambiente. Pacientes em uso de anticoagulantes devem ter sua terapia reavaliada por um médico.