Tratamento da depressão resistente com infusões de cetamina: Perguntas frequentes sobre o tratamento da depressão resistente com infusões de cetamina
Publicado por Agenda.App.BR (ClínicaWork Serviços Digitais Ltda.) · Publicado em 8 de julho de 2025
Perguntas frequentes sobre o tratamento da depressão resistente com infusões de cetamina
1. Quem pode se beneficiar desse tratamento?
O tratamento com infusões de cetamina é indicado para pacientes com depressão resistente a medicamentos, ou seja, aqueles que não responderam a pelo menos dois antidepressivos de classes diferentes. Também pode ser uma opção para casos graves de depressão com risco de suicídio, onde uma resposta rápida é necessária.
2. Como a cetamina age no cérebro?
A cetamina atua nos receptores de NMDA, modulando a liberação de glutamato e estimulando a neuroplasticidade. Diferente dos antidepressivos tradicionais, que levam semanas para fazer efeito, a cetamina pode proporcionar melhoras em questão de horas ou dias.
3. Quais são os efeitos colaterais mais comuns?
Durante a infusão, alguns pacientes podem sentir tontura, dissociação leve, alterações na percepção ou aumento da pressão arterial. Esses efeitos costumam ser transitórios e desaparecem pouco após o término da sessão. O acompanhamento médico é essencial para minimizar riscos.
4. Quantas sessões são necessárias?
O protocolo geralmente inclui 6 a 8 sessões iniciais, realizadas em um período de 2 a 3 semanas. Após essa fase, podem ser recomendadas sessões de manutenção, com intervalos maiores, dependendo da resposta individual do paciente.
5. A cetamina causa dependência?
Quando administrada em doses controladas e em ambiente clínico, o risco de dependência é baixo. No entanto, o uso recreativo ou sem supervisão médica pode levar ao abuso. Por isso, o tratamento deve ser sempre conduzido por profissionais especializados.
6. Quanto tempo duram os efeitos antidepressivos?
Os efeitos variam de pessoa para pessoa. Alguns pacientes relatam alívio dos sintomas por semanas ou meses após a série inicial de infusões. A manutenção periódica pode prolongar os benefícios.
7. Esse tratamento é coberto por planos de saúde?
A cobertura depende da regulamentação local e do plano de saúde. Em muitos lugares, o tratamento ainda é considerado experimental, mas alguns convênios já começam a oferecer reembolso parcial ou total. Recomenda-se verificar com a operadora.
8. Quais são as contraindicações?
Pacientes com histórico de psicose, hipertensão não controlada ou alergia à cetamina devem ser avaliados com cuidado. Gestantes e pessoas com doenças cardiovasculares graves também podem não ser candidatos ideais.
9. Como é o acompanhamento pós-tratamento?
É fundamental manter um acompanhamento psiquiátrico para monitorar a resposta terapêutica e ajustar a necessidade de sessões adicionais. A combinação com psicoterapia potencializa os resultados a longo prazo.
10. A cetamina pode ser usada junto com outros antidepressivos?
Sim, em muitos casos, a cetamina é administrada em conjunto com outros medicamentos, desde que sob orientação médica. O profissional pode ajustar as doses para evitar interações e otimizar o tratamento.