Tratamento cirúrgico para refluxo gastroesofágico: Perguntas Frequentes Sobre o Tratamento Cirúrgico para Refluxo Gastroesofágico
Publicado por Agenda.App.BR (ClínicaWork Serviços Digitais Ltda.) · Publicado em 24 de março de 2025
Perguntas Frequentes Sobre o Tratamento Cirúrgico para Refluxo Gastroesofágico
1. Quem é candidato à cirurgia para refluxo?
Pacientes com refluxo gastroesofágico grave, que não respondem ao tratamento clínico ou apresentam complicações como esofagite erosiva, hérnia de hiato significativa ou estenose esofágica, podem ser indicados para a cirurgia. A avaliação deve ser feita por um gastroenterologista ou cirurgião especializado.
2. Quais são os tipos de cirurgia disponíveis?
O procedimento mais comum é a fundoplicatura de Nissen, realizada por videolaparoscopia. Outras técnicas incluem a fundoplicatura parcial (Toupet) e, em casos específicos, o uso de dispositivos magnéticos como o LINX®. A escolha depende do perfil do paciente e da gravidade do refluxo.
3. Quais são os riscos da cirurgia?
Embora seja considerada segura, a cirurgia pode apresentar complicações como disfagia (dificuldade para engolir), distensão abdominal ou recorrência do refluxo. Raramente, há risco de lesão esofágica ou infecção. A taxa de sucesso varia entre 85% e 95%.
4. Como é a recuperação pós-operatória?
O tempo de internação costuma ser de 1 a 2 dias, com retorno às atividades leves em uma semana. Nos primeiros dias, é recomendada uma dieta líquida ou pastosa, evoluindo gradualmente. Exercícios intensos devem ser evitados por 4 a 6 semanas.
5. A cirurgia cura definitivamente o refluxo?
Em muitos casos, sim. Porém, fatores como obesidade, tabagismo ou má alimentação podem contribuir para a recorrência. Alguns pacientes ainda necessitam de medicação ocasional, mas em doses menores que antes da cirurgia.
6. Quais exames são necessários antes da cirurgia?
Além da avaliação clínica, são solicitados endoscopia digestiva, manometria esofágica e pHmetria para confirmar o diagnóstico e avaliar a função do esôfago. Em alguns casos, radiografias contrastadas também são utilizadas.
7. Existem alternativas não cirúrgicas?
Sim, tratamentos como terapia medicamentosa prolongada (IBPs), mudanças no estilo de vida e, em casos selecionados, procedimentos endoscópicos podem ser opções. Porém, a cirurgia é a única solução definitiva para casos graves.
8. Quanto tempo dura o efeito da cirurgia?
Estudos mostram que a fundoplicatura mantém sua eficácia por mais de 10 anos na maioria dos pacientes. Contudo, o acompanhamento médico periódico é essencial para monitorar possíveis recidivas.
9. A cirurgia pode afetar a digestão?
Alguns pacientes relatam sensibilidade a alimentos gordurosos ou gases no pós-operatório, mas isso costuma melhorar com o tempo. A adaptação dietética e mastigação lenta ajudam a reduzir desconfortos.
10. Qual é o custo médio do procedimento?
Valores variam conforme o hospital e técnica utilizada. No sistema público (SUS), a cirurgia está disponível para casos comprovados. Na rede privada, os custos podem incluir honorários médicos, materiais e internação.