Tratamento cirúrgico de fraturas do rádio distal: Exames de Imagem para Avaliação de Fraturas do Rádio Distal
Exames de Imagem para Avaliação de Fraturas do Rádio Distal
Para um diagnóstico preciso e planejamento do tratamento cirúrgico de fraturas do rádio distal, os profissionais de saúde recorrem a uma sequência padronizada de exames de imagem. A radiografia simples em pelo menos duas incidências (anteroposterior e perfil) constitui o exame inicial obrigatório, permitindo avaliar o traço de fratura, o grau de cominuição, o encurtamento radial e a presença de desvios angulares. Em casos de fraturas complexas ou com suspeita de extensão intra-articular, a tomografia computadorizada oferece visualização tridimensional fundamental para o planejamento da redução e fixação cirúrgica.
Exames Complementares Especializados
Quando há suspeita de lesões associadas de ligamentos ou da fibrocartilagem triangular, a ressonância magnética torna-se indispensável para avaliar partes moles e detectar fraturas ocultas. Para pacientes com fraturas de alta energia ou cominutivas, o estudo angiográfico pode ser indicado para verificar a integridade vascular. Em situações específicas de consolidação viciosa ou necrose avascular do semilunar, a cintilografia óssea auxilia na avaliação da viabilidade óssea.
Protocolos de Exames Pré-Operatórios
O protocolo pré-operatório padrão inclui exames laboratoriais completos com hemograma, coagulograma e dosagem de eletrólitos, além de avaliação cardiológica com ECG para pacientes de risco. A radiografia comparativa do punho contralateral frequentemente é utilizada como referência anatômica para restaurar os parâmetros radiais durante a cirurgia. Em fraturas com comprometimento articular significativo, o estudo artroscópico pré-operatório pode ser considerado para avaliação direta da superfície articular.