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Tratamento Cirurgico Da Fistula Por Aproximacao De Bordas: Principais causas para o tratamento cirúrgico da fístula por aproximação de bordas

Publicado por Agenda.App.BR (ClínicaWork Serviços Digitais Ltda.) · Publicado em 2 de setembro de 2025

Principais causas para o tratamento cirúrgico da fístula por aproximação de bordas

O tratamento cirúrgico da fístula por aproximação de bordas é indicado principalmente em casos de fístulas anovaginais baixas e simples, frequentemente resultantes de complicações pós-operatórias ou traumas obstétricos. Entre as causas mais comuns estão lesões iatrogênicas durante procedimentos proctológicos, como hemorroidectomias ou esfincterotomias, que evoluem para deiscência e formação de trajeto fistuloso.

Trauma obstétrico e partos instrumentados

O trauma perineal durante partos distócicos, especialmente com uso de fórceps ou ventosa, representa uma causa significativa. Lacerações de terceiro ou quarto grau mal reparadas ou com infecção secundária podem evoluir para fístulas retovaginais, demandando intervenção cirúrgica com técnica de aproximação.

Doenças inflamatórias intestinais

Pacientes com doença de Crohn ou retocolite ulcerativa podem desenvolver fístulas anorretais como complicação da atividade inflamatória intestinal. Embora a abordagem precise considerar o controle da doença de base, casos selecionados com trajetos fistulosos simples e bem delimitados podem ser candidatos à reparação por aproximação direta.

Infecções anorretais não tratadas adequadamente

Abscessos anorretais drenados espontaneamente ou de forma inadequada frequentemente resultam em fístulas crônicas. Quando o trajeto fistuloso é superficial e não envolve complexidade esfincteriana significativa, a técnica de aproximação de bordas surge como opção terapêutica viável para promover o fechamento definitivo.

Complicações de cirurgias pélvicas prévias

Procedimentos como histerectomias ou ressecções retais baixas podem acarretar fístulas retovaginais iatrogênicas. A avaliação criteriosa do estado tissular, vascularização local e ausência de infecção ativa determina a viabilidade da reparação cirúrgica mediante aproximação das bordas do defeito.