Tratamento cirúrgico da escoliose: Quando o Tratamento Cirúrgico da Escoliose é Recomendado?
Publicado por Agenda.App.BR (ClínicaWork Serviços Digitais Ltda.) · Publicado em 2 de maio de 2025
Quando o Tratamento Cirúrgico da Escoliose é Recomendado?
O tratamento cirúrgico da escoliose é indicado em situações específicas, quando métodos conservadores não surtem efeito ou quando a deformidade vertebral apresenta riscos significativos à saúde do paciente. Profissionais de saúde devem considerar a cirurgia em casos como:
Curvas Progressivas e Graves
Pacientes com curvas superiores a 40-50 graus (em adultos) ou 45-50 graus (em adolescentes em crescimento) geralmente requerem intervenção cirúrgica. A progressão da curva, mesmo com uso de coletes ou fisioterapia, é um sinal claro para avaliação cirúrgica.
Comprometimento Cardiorrespiratório
Quando a escoliose torácica grave comprime pulmões ou coração, reduzindo a capacidade respiratória ou causando hipertensão pulmonar, a correção cirúrgica torna-se essencial para evitar complicações fatais.
Dor Intensa e Incapacitante
Pacientes com dor crônica decorrente de desequilíbrio postural, compressão nervosa ou degeneração discal associada à escoliose podem se beneficiar da cirurgia quando tratamentos não invasivos falham.
Deformidades Cosméticas Severas
Em casos onde a deformidade impacta significativamente a qualidade de vida – como gibosidade pronunciada ou assimetria pélvica – a cirurgia pode ser considerada para restaurar a estética e a função biomecânica.
Escoliose Neuromuscular
Pacientes com condições como paralisia cerebral ou distrofia muscular frequentemente desenvolvem curvas progressivas. A cirurgia visa estabilizar a coluna, melhorar o posicionamento e facilitar os cuidados diários.
Técnicas Cirúrgicas mais Utilizadas
Entre os procedimentos comuns estão a fusão espinhal posterior (com uso de hastes e parafusos) e técnicas minimamente invasivas. A escolha depende da idade do paciente, tipo de curva e presença de comorbidades.
É crucial que profissionais de saúde avaliem riscos como infecção, pseudoartrose ou complicações neurológicas, além de orientar pacientes sobre recuperação pós-operatória e fisioterapia especializada.