Tratamento autismo -tea: Exames Comuns no Tratamento do Autismo (TEA)
Publicado por Agenda.App.BR (ClínicaWork Serviços Digitais Ltda.) · Publicado em 23 de maio de 2025
Exames Comuns no Tratamento do Autismo (TEA)
O diagnóstico e acompanhamento do Transtorno do Espectro Autista (TEA) envolvem uma abordagem multidisciplinar. Embora não exista um exame único para confirmar o autismo, alguns testes auxiliam na avaliação clínica e na identificação de comorbidades. Confira os principais:
1. Avaliação Clínica e Comportamental
Profissionais de saúde utilizam escalas padronizadas, como:
- ADOS-2 (Autism Diagnostic Observation Schedule): Observação direta de comportamentos sociais e de comunicação.
- ADI-R (Autism Diagnostic Interview-Revised): Entrevista detalhada com familiares sobre o desenvolvimento da criança.
- CARS (Childhood Autism Rating Scale): Avaliação da gravidade dos sintomas.
2. Exames Genéticos
Indicados para investigar síndromes associadas ao TEA, como:
- Cariótipo e microarray: Detectam alterações cromossômicas (ex.: Síndrome do X Frágil).
- Sequenciamento genético (ex.: Painel TEA): Identifica mutações em genes ligados ao autismo.
3. Avaliação Neurológica
Exames de imagem e funcionais podem ser solicitados, incluindo:
- EEG (Eletroencefalograma): Avalia atividade elétrica cerebral, útil em casos de epilepsia (comum em até 30% dos pacientes com TEA).
- Ressonância Magnética: Descarta malformações ou lesões cerebrais.
4. Exames Metabólicos e Bioquímicos
Investigações complementares para descartar distúrbios como:
- Dosagem de aminoácidos e ácidos orgânicos (erros inatos do metabolismo).
- Testes para intoxicação por metais pesados (em casos específicos).
5. Triagem Sensorial e de Comorbidades
Podem ser incluídos:
- Avaliação auditiva (BERA ou audiometria): Descarta perda auditiva.
- Exames gastrointestinais: Como endoscopia ou testes para intolerâncias alimentares, devido à alta prevalência de distúrbios digestivos.
O planejamento dos exames deve ser individualizado, considerando sintomas, histórico familiar e resposta ao tratamento. A integração entre genética, neurologia e psiquiatria é essencial para um manejo preciso do TEA.