Retocolite: Exames para Diagnóstico e Monitoramento da Retocolite
Publicado por Agenda.App.BR (ClínicaWork Serviços Digitais Ltda.) · Publicado em 9 de maio de 2025
Exames para Diagnóstico e Monitoramento da Retocolite
O diagnóstico e acompanhamento da retocolite ulcerativa exigem uma combinação de exames clínicos, laboratoriais e de imagem. Esses procedimentos ajudam a confirmar a doença, avaliar sua gravidade e monitorar a resposta ao tratamento.
Exames Laboratoriais
Os exames de sangue são fundamentais para identificar sinais de inflamação e complicações. Os mais comuns incluem:
Hemograma completo: Avalia anemia (comum em casos de sangramento crônico) e leucocitose (sinal de atividade inflamatória).
Proteína C-reativa (PCR) e Velocidade de Hemossedimentação (VHS): Marcadores sensíveis de inflamação sistêmica.
Albumina sérica: Níveis baixos podem indicar má absorção ou doença grave.
Testes de função hepática: Importantes para detectar colangite esclerosante primária, uma complicação associada.
Exames de Fezes
Pesquisa de sangue oculto: Identifica sangramento gastrointestinal mesmo quando não visível.
Calprotectina fecal ou lactoferrina: Marcadores específicos de inflamação intestinal, úteis para diferenciar doenças inflamatórias de síndrome do intestino irritável.
Cultura e parasitológico de fezes: Essencial para descartar infecções que podem simular ou agravar os sintomas.
Endoscopia com Biópsia
A colonoscopia com biópsias múltiplas é o padrão-ouro para diagnóstico. Permite:
- Avaliar a extensão e gravidade das lesões
- Diferenciar retocolite de outras colites
- Coletar amostras para análise histológica
Em casos selecionados, a retossigmoidoscopia flexível pode ser suficiente para avaliação inicial.
Exames de Imagem
Ressonância magnética de pelve: Avalia complicações como fístulas e abscessos, especialmente em pacientes com contraindicação à colonoscopia.
Ultrassonografia abdominal: Pode detectar espessamento da parede intestinal e complicações.
Tomografia computadorizada: Usada principalmente para avaliar emergências como megacólon tóxico ou perfuração.
Exames Complementares
Pesquisa de anticorpos específicos: Como ASCA e pANCA, ajudam no diagnóstico diferencial entre doença de Crohn e retocolite.
Testes genéticos: Em casos familiares ou de início precoce, podem identificar predisposição.
Densitometria óssea: Recomendada para pacientes em uso prolongado de corticosteroides, para avaliar risco de osteoporose.