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Reposição hormonal na menopausa: Quais exames geralmente são prescritos?

Publicado por Agenda.App.BR (ClínicaWork Serviços Digitais Ltda.) · Publicado em 13 de março de 2025

Quais exames geralmente são prescritos?

Antes de iniciar a reposição hormonal na menopausa, é fundamental realizar uma avaliação clínica detalhada e solicitar exames específicos para garantir a segurança e eficácia do tratamento. Esses exames ajudam a identificar possíveis contraindicações e a personalizar a terapia de acordo com as necessidades individuais da paciente.

Exames laboratoriais

Os exames laboratoriais são essenciais para avaliar os níveis hormonais e o estado geral de saúde da paciente. Entre os mais comuns estão:

Dosagem de hormônios: Avaliação dos níveis de estradiol, FSH (hormônio folículo-estimulante) e LH (hormônio luteinizante) para confirmar o diagnóstico de menopausa.

Perfil lipídico: Verificação dos níveis de colesterol total, HDL, LDL e triglicerídeos, já que a terapia hormonal pode influenciar o metabolismo lipídico.

Glicemia e hemoglobina glicada: Para avaliar o risco de diabetes ou resistência à insulina, condições que podem ser impactadas pela reposição hormonal.

Função hepática e renal: Exames como TGO, TGP, creatinina e ureia são importantes para garantir que o fígado e os rins estejam funcionando adequadamente, já que o metabolismo dos hormônios depende desses órgãos.

Exames de imagem

Além dos exames laboratoriais, alguns exames de imagem podem ser solicitados para complementar a avaliação:

Mamografia: Fundamental para rastrear possíveis alterações mamárias antes de iniciar a terapia hormonal, já que o estrogênio pode influenciar o tecido mamário.

Ultrassom transvaginal: Avalia a espessura do endométrio e ajuda a identificar condições como pólipos ou miomas, que podem ser contraindicativos para certos tipos de reposição hormonal.

Densitometria óssea: Recomendada para mulheres com risco aumentado de osteoporose, já que a menopausa está associada à perda de massa óssea.

Avaliação clínica e anamnese

Além dos exames, uma avaliação clínica completa é indispensável. O médico deve investigar o histórico familiar e pessoal da paciente, incluindo:

Histórico de câncer: Especialmente câncer de mama, endométrio ou ovário, que podem ser contraindicações para a terapia hormonal.

Doenças cardiovasculares: Avaliação de fatores de risco como hipertensão, tabagismo e histórico de trombose venosa.

Sintomas da menopausa: Identificação da intensidade e frequência de sintomas como ondas de calor, insônia, secura vaginal e alterações de humor.

Esses exames e avaliações são fundamentais para garantir que a reposição hormonal na menopausa seja segura e eficaz, adaptando o tratamento às necessidades específicas de cada paciente.