Osteopenia e osteoporose: Medicamentos para Osteopenia e Osteoporose
Publicado por Agenda.App.BR (ClínicaWork Serviços Digitais Ltda.) · Publicado em 24 de março de 2025
Medicamentos para Osteopenia e Osteoporose
O tratamento medicamentoso para osteopenia e osteoporose visa fortalecer os ossos, reduzir a perda de massa óssea e prevenir fraturas. A escolha do fármaco depende da gravidade da condição, do perfil do paciente e de possíveis comorbidades. Sempre consulte um médico antes de iniciar qualquer terapia.
Bisfosfonatos
Os bisfosfonatos são a primeira linha de tratamento para osteoporose. Eles inibem a reabsorção óssea, aumentando a densidade mineral. Exemplos incluem:
- Alendronato (oral ou intravenoso)
- Risedronato (oral)
- Zoledronato (infusão anual)
Efeitos adversos podem incluir irritação gastrointestinal e, raramente, osteonecrose da mandíbula.
Moduladores Seletivos dos Receptores de Estrogênio (SERMs)
Indicados principalmente para mulheres na pós-menopausa, os SERMs, como o raloxifeno, imitam os efeitos do estrogênio nos ossos, reduzindo a reabsorção. Podem aumentar o risco de trombose venosa.
Terapia de Reposição Hormonal (TRH)
Em casos selecionados, a TRH com estrogênio pode ser usada para prevenir a perda óssea em mulheres menopausadas. No entanto, seu uso prolongado está associado a riscos cardiovasculares e câncer de mama.
Denosumabe
Este anticorpo monoclonal (Denosumabe) bloqueia a ação dos osteoclastos, reduzindo a reabsorção óssea. Administrado via subcutânea a cada 6 meses, é uma opção para pacientes com intolerância a bisfosfonatos.
Teriparatida e Abaloparatida
Análogos do hormônio paratireóideo, como teriparatida e abaloparatida, estimulam a formação óssea. São indicados para osteoporose grave ou refratária, com uso limitado a 24 meses devido ao risco potencial de osteossarcoma.
Cálcio e Vitamina D
Embora não sejam medicamentos primários, a suplementação de cálcio e vitamina D é essencial para otimizar a saúde óssea. A dosagem deve ser individualizada, pois o excesso pode causar hipercalcemia.
Importante: A monitorização periódica com densitometria óssea e avaliação clínica é crucial para ajustar o tratamento. Nunca interrompa ou altere a medicação sem orientação profissional.