Esteatose hepática (gordura no fígado): Exames para diagnóstico e monitoramento da Esteatose Hepática
Publicado por Agenda.App.BR (ClínicaWork Serviços Digitais Ltda.) · Publicado em 26 de março de 2025
Exames para diagnóstico e monitoramento da Esteatose Hepática
Para avaliar a presença e a gravidade da esteatose hepática, os profissionais de saúde podem solicitar uma combinação de exames laboratoriais, de imagem e, em alguns casos, invasivos. A escolha depende do estágio da doença e da necessidade de descartar outras condições.
Exames laboratoriais
Os principais exames de sangue incluem:
Enzimas hepáticas (TGO e TGP): Valores elevados podem indicar inflamação no fígado, como na esteato-hepatite.
Gama-GT e Fosfatase Alcalina: Auxiliam na avaliação de possíveis complicações biliares.
Glicemia e Hemoglobina Glicada (HbA1c): Identificam resistência à insulina ou diabetes, fatores associados à progressão da doença.
Perfil lipídico: Níveis elevados de triglicerídeos e LDL estão frequentemente relacionados à esteatose.
PCR ultrassensível e Ferritina: Marcadores inflamatórios que ajudam a avaliar o risco de fibrose.
Exames de imagem
Ultrassom abdominal: Método inicial para detectar acúmulo de gordura no fígado, com boa sensibilidade em casos moderados a graves.
Elastografia transitória (FibroScan®): Avalia simultaneamente a esteatose (CAP) e a fibrose (kPa), sem necessidade de biópsia.
Ressonância Magnética (MRI-PDFF): Método mais preciso para quantificar a gordura hepática, especialmente em obesos ou casos duvidosos.
Exames complementares
Biopópsia hepática: Indicada quando há suspeita de esteato-hepatite significativa (NASH) ou para estadiar fibrose em pacientes de alto risco.
Testes genéticos (PNPLA3, TM6SF2): Podem ser úteis em casos familiares ou de progressão inexplicável.
O acompanhamento periódico com esses exames é essencial para monitorar a evolução da doença e ajustar o tratamento, especialmente em pacientes com fatores de risco metabólicos.