Diverticulite e Doença Diverticular: Exames para Diagnóstico e Avaliação da Doença Diverticular
Publicado por Agenda.App.BR (ClínicaWork Serviços Digitais Ltda.) · Publicado em 23 de setembro de 2025
Exames para Diagnóstico e Avaliação da Doença Diverticular
O diagnóstico preciso da doença diverticular e suas complicações, como a diverticulite, requer uma abordagem por imagem e, em alguns casos, exames laboratoriais. A escolha dos exames depende da apresentação clínica, da suspeita de complicações e da estabilidade do paciente.
Exames de Imagem
A tomografia computadorizada (TC) de abdômen e pelve com contraste intravenoso é o padrão-ouro para confirmar o diagnóstico de diverticulite aguda e avaliar sua gravidade. Este exame de imagem permite visualizar divertículos inflamados, espessamento da parede cólica, e identificar complicações como abscessos, fístulas ou perfurações.
Para pacientes com sintomas crônicos ou na investigação inicial de doença diverticular não complicada, a colonoscopia é frequentemente indicada. Este exame endoscópico permite a visualização direta da mucosa do cólon, a confirmação da presença de divertículos e a exclusão de outras patologias, como pólipos ou neoplasias colorretais.
Em situações específicas, como para evitar a exposição à radiação ou em pacientes grávidas, o ultrassom abdominal pode ser uma alternativa inicial. Embora sua acurácia seja operador-dependente, pode identificar espessamento da parede intestinal e coleções fluidas sugestivas de abscessos.
O enema opaco tem uso mais limitado atualmente, mas pode ser empregado para avaliar a anatomia do cólon após a resolução de um episódio agudo de diverticulite, principalmente para confirmar a presença de divertículos e afunilamentos.
Exames Laboratoriais
Os exames de sangue são essenciais para avaliar a resposta inflamatória sistêmica. A hemograma completo geralmente revela leucocitose. Marcadores de inflamação, como proteína C reativa (PCR) e velocidade de hemossedimentação (VHS), estão frequentemente elevados na diverticulite aguda e são úteis para monitorar a resposta ao tratamento.
Exames de função renal e hepática, assim como eletrólitos, são importantes para avaliar o estado geral do paciente, especialmente em casos de infecção grave ou desidratação. A urina tipo I e a urocultura podem ser solicitadas para descartar infecção do trato urinário, que pode simular ou coexistir com a dor abdominal.
Exames para Casos Complicados
Na suspeita de complicações como fístulas colovesicais, a cistoscopia ou a cistografia podem ser necessárias. Para avaliar a extensão de um abscesso e guiar uma drenagem percutânea, a TC é fundamental. Em situações de obstrução intestinal, radiografias simples de abdômen em decúbito dorsal e em pé podem mostrar níveis hidroaéreos.
A seleção dos exames deve ser individualizada, considerando o quadro clínico, os fatores de risco do paciente e o objetivo do diagnóstico, seja para confirmação inicial, estratificação de gravidade ou planejamento cirúrgico da doença diverticular sintomática.