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Distúrbios da coagulação: Exames mais comuns para diagnosticar distúrbios da coagulação

Publicado por Agenda.App.BR (ClínicaWork Serviços Digitais Ltda.) · Publicado em 28 de março de 2025

Exames mais comuns para diagnosticar distúrbios da coagulação

Para identificar e monitorar distúrbios da coagulação, os profissionais de saúde costumam solicitar uma série de exames laboratoriais. Esses testes avaliam a capacidade do sangue em coagular adequadamente, ajudando a detectar condições como hemofilia, doença de von Willebrand, trombofilias e outras alterações hemostáticas.

1. Hemograma completo

O hemograma é um exame básico que avalia a contagem de plaquetas, essenciais para a coagulação. Valores baixos (trombocitopenia) ou alterações morfológicas podem indicar problemas na formação do coágulo.

2. Tempo de Protrombina (TP) e INR

O TP mede a via extrínseca da coagulação, enquanto o INR (Relação Normalizada Internacional) padroniza o resultado, sendo crucial para monitorar pacientes em uso de anticoagulantes como a varfarina.

3. Tempo de Tromboplastina Parcial Ativada (TTPA)

O TTPA avalia a via intrínseca da coagulação e é especialmente útil no diagnóstico de hemofilia A e B, além de deficiências de fatores como VIII, IX, XI e XII.

4. Dosagem de Fibrinogênio

O fibrinogênio é uma proteína essencial na formação do coágulo. Níveis baixos podem indicar hipofibrinogenemia ou consumo excessivo, como em casos de coagulação intravascular disseminada (CIVD).

5. Teste de Agregação Plaquetária

Esse exame verifica a função das plaquetas, importante para diagnosticar distúrbios como a doença de von Willebrand ou disfunções plaquetárias hereditárias.

6. D-Dímero

O D-Dímero é um marcador de degradação da fibrina, útil para identificar tromboses venosas ou embolia pulmonar. Valores elevados sugerem atividade fibrinolítica aumentada.

7. Painel de Trombofilia

Em casos suspeitos de trombofilia, exames como dosagem de proteína C, proteína S, antitrombina e mutações (Fator V Leiden, protrombina G20210A) ajudam a identificar predisposições genéticas a tromboses.

Além desses, exames específicos como tempo de sangramento ou testes moleculares podem ser necessários, dependendo do quadro clínico. A interpretação deve considerar histórico do paciente, medicações e outros fatores de risco.